22 junho, 2017

Qual é a sua coisa favorita na Terra? (Resenha de "O Espaço Entre Nós")


Assim que esse filme entrou em cartaz em março desse ano, eu fiquei com muita vontade de assistir, mas esse foi um daqueles casos em que ele entrou no cinema hoje e saiu na semana seguinte. Fora o fato de que eu já tinha gastado horrores com A Bela e a Fera, hehe.

Fiquei grandiosamente feliz quando soube que ele estaria disponível na Netflix este mês, tanto que ficava entrando todos os dias para tentar encontrá-lo. Depois que o assisti, tive um turbilhão de sentimentos: alegria, satisfação, tristeza... até parar para analisar e perceber que o filme não tem ~pé nem cabeça~ haha. E ainda, que eu gostei mesmo assim!

O espaço entre nós



Sinopse: O adolescente Gardner Elliot é o primeiro humano nascido em solo marciano. Mas ele deseja fazer uma viagem à Terra para conhecer a verdade sobre seu pai biológico, e sobre seu nascimento. Nesta jornada, ele tem o apoio de Tulsa.


O filme tenta ser uma mistura de ficção científica, road movie e romance, mas ele acaba não sendo nenhum dos três exatamente. Ele começa já começa um pouco errado, pois um grupo de astronautas está sendo enviados a Marte, mas entre eles tem uma mulher que não sabe que está grávida. A questão é que não tem a menor possibilidade de uma astronauta ser enviada a Marte grávida! A menos que esse bebê tenha sido feito um minuto antes de ela subir no foguete, não tem jeito.

Depois que Gardner nasce, 16 anos se passam, e entram vários objetos futuristas, mas que acabam ficando estranhos, pois eles vão desde um notebook de vidro e um carro que anda sozinho, até um iPhone 5.

Quanto ao lado "road movie", é muito confuso, porque o Gardner e a Tulsa vão de um lugar para o outro numa velocidade absurda, além de serem os maiores ladrões de carro do mundo! Ao meu ver, o romance é uma das coisas mais bem construídas e convincentes. A gente vê que já existia uma relação entre os dois antes de o marciano vir para a Terra, e isso acaba se concretizando quando os dois se encontram e vão à procura do pai de Gardner. Inclusive, tem uma cena de sexo que é substituída por uma imagem das estrelas, mas que fica subentendida, e eu achei isso muito lindo!


Definitivamente, Asa Butterfield não decepcionou no papel de Gardner. No último filme que ele estreou, O Lar das Crianças Peculiares, mesmo eu tendo gostado do filme, confesso que ele deixou um pouco a desejar no papel do Jacob. Nesse filme é justamente o contrário! A gente consegue sentir todas as emoções que ele transpassa: as de uma garoto inocente que está descobrindo o mundo. Uma das coisas mais incríveis do filme é ver Gardner descobrindo a Terra, desde o sol no rosto, até a chuva. São cenas divertidas, e a gente se sente descobrindo esse novo mundo com ele. Em certo momento, quando ele chega na escola de Tulsa (nota: ele conseguiu fugir de uma estação da Nada e encontrar o caminho até a escola sozinho), entra dentro da sala de aula e acaba abrindo na frente de todo mundo um chuveiro de segurança, e é uma cena muito comédia.

Ah, e vamos concordar que esse menino é muito lindo. Eu acho que é errado eu falar isso, mas ele é lindo, tem um jeito fofinho, e uma cara de galã mirim... vou parar antes que eu me empolgue hehe. (mas ele é lindo sim)


Britt Robertson ficou muito bem no papel de Tulsa, embora eu ache que deveriam ter escolhida uma triz mais nova, pois a diferença de idade entre ela e Asa é de sete anos. Carla Gugino é Kendra, uma cientista que serve apenas para cuidar de Gardner. Gary Oldman é o responsável pela missão de colonizar Marte. Quanto aos outros atores, a maioria, ao meu ver, fazem personagens que apenas estão lá para fazer algo simples, e depois não terem mais tanta relevância.

Mesmo tendo sido um filme com um orçamento relativamente baixo, a fotografia ficou maravilhosa, uma verdadeira preciosidade, tanto nas cenas em que se passam em Marte, como nas da Terra. A trilha sonora combinou perfeitamente com o filme, e eu a indico para todos (escute aqui).


Mas, enfim, vocês devem ter percebido que eu apontei vários pontos positivos, mas também negativos, então devem estar se perguntando se eu realmente gostei do filme. A resposta é sim. Eu gostei, e gostei muito, mas porque eu decidi me desligar um pouquinho do meu lado extremamente crítico. Resolvi me ligar mais no romance, nas graças e nas peripécias divertidas e emocionantes que o filme apresenta. Prova de que eu gostei foi que eu terminei o filme aos prantos.

Acho que, às vezes, a gente em de tentar olhar mais para as lições que um história passa. Por exemplo: no filme "Uma Questão de Tempo", o protagonista viaja no tempo, e não é explicado como ele faz isso; simplesmente a gente tira lições lindas de tudo o que ele passa. Com "O Espaço Entre Nós" é igual: dois adolescentes órfãos, um tentando se encaixar num mundo que não conhece, e a outra se sentindo deslocada em meio a humanidade. Os dois tem medo de não conseguirem ser humanos, mas acabam encontrando um no outro um "lar", um lugar onde sempre estariam protegidos.

Outra lição incrível é tirada da frase "qual é a sua coisa favorita na Terra?", pois, com ela, eu comecei a perceber o tanto de coisas simples que a gente deixa passar despercebida de vez em quando. Estamos tão acostumados com a chuva, o sol, a água em abundância, os animais... acabamos esquecendo quão lindo isso tudo é, o que é uma pena. O filme consegue passar isso tudo também!

É provável que não haja continuação, até porque o filme foi considerado um "fracasso" e recebeu diversas críticas muito negativas. Mas, como eu gosto de ir contra o senso comum, digo que gostei muito sim, que quero ver novamente muitíssimas vezes!

E aí, alguém já assistiu? Alguém teve a oportunidade de assistir no cinema? Quem ficou curiosos?

Isso é tudo, pessoal! Nos vemos nos papéis legais. Rainha Vermelha, 

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18 junho, 2017

Obrigada, Corte Vermelha!

Foto: reprodução/Isabelle Felício
Fico tão feliz quando algo que eu planejei dá certo. Eu fiquei imaginando se esse plano maluco de criar uma Corte Vermelha com membros honorários e um grupo no facebook onde eu e outras pessoas incríveis podemos interagir daria certo. E deu muito certo! 

Quando soltei a ideia de fazer uma comemoração em grupo para o aniversário de três anos do blog, não passou pela minha cabeça que alguém iria aceitar. O resultado? Diversos posts lindos, que me emocionaram e me fizeram sorrir mais que o meu querido Cheshire ❤ Obrigada por tudo, meus adorados membros ~ the originals~ da Corte!

Agora vou deixar os links de todos os posts aqui, e quero ver todo mundo visitando cada um deles :)

♥ Fotografando Inspirações: O Chá da Luh: um post cheio de amor e com várias fotos de chás, entre eles um muito fofinho com a embalagem em formato de pirâmide *-*

♥ Simplesmente Ciana: Memorialices: a Ciana é, definitivamente, uma das escrivãs do Palácio Vermelho! Ela escreveu uma crônica poética (que recebeu avaliação e tudo) em minha homenagem (suspiros), compilando num texto lindo várias coisas que eu amo.

♥ Uma Parte de Mim: A Lenda Vermelha: mais uma das escrivãs oficiais da Corte, a Dani é uma das pessoas mais incríveis que eu tive a honra de conhecer na internet. Na crônica ela conseguiu juntar três coisas que eu amo: Alice no País das Maravilhas, The Walking Dead e O Lado Mais Sombrio. Como não morrer de amores?!

♥ Meu Melhor Momento: Diy Alice no País das Maravilhas: enquanto eu lia esse post, que foi feito pela Emily (a pessoa linda que me enviou o pacotinho que apareceu nesse post) e que tem dois diy's fofinhos, eu só desejava ter a destreza que ela tem para escrever "eat-me" nos biscoitinhos hehe.

♥ Vanessa Medeiros: A arte de escrever - Memorialices: eu me senti honrada pela Vanessa ter associado as coisas que eu faço aqui no blog com o amor à escrita. Nunca imaginei que um dia tudo o que eu faço seria vistas dessas fora <3

♥ Globo Literário: Memorialices: esse post me deixou extremamente feliz porque nele a Isabelle disse que nunca tinha assistido Alice no País das Maravilhas, e decidiu assisti-lo por ter entrado na Corte Vermelha e em minha homenagem. Ah, também foi ela que fez esse desenho que está na capa do post *-*

♥ Simplesmente Criativa: 3 anos do Memorialices (fotos temáticas) - Alice in Wonderland: a Tahyline me deu ideias tão legais para tirar fotos! No post, ela ensinou alguns tutoriais de objetos que remetem ao País das Maravilhas e que, consequentemente, servem para fotografar.

♥ Sweet Luly: Alice no País das Maravilhas: a Luly fez um post falando de algo que eu adoro pesquisar, que é sobre a obra original de Lewis Carrol e da importância política que ele tem, pois, pra quem não sabe, Alice no País das Maravilhas foi um crítica muito bem feita à sociedade da época.

♥ Retipatia: Conto ♥ Halfway: e, pra fechar  a trindade de escrivãs da Corte Vermelha, temos a Rê (a.k.a. Renata), que fez um conto incrível e que me lembrou tanto um ~amigo~ em especial e alguns dos meus melhores sonhos.

♥ Quero ser Alice: 5 on 5 Happy Birthday Memorialices: a Érika é tão amorzinho *-* além de fotografar super bem (estou encantada pelas fotos do post), ela fez cinco tópicos cheios de coisas que eu amo. Toda vez que e entro no blog dela eu me apaixono pela delicadeza e cuidado!

♥ (editado) Literaliza-se: Vocês está preparado para um apocalipse zumbi?: a Gislaine, a.k.a. Gi, foi a coelhinha branca dessa história, pois acabou se atrasando com a postagem hehe. Ela já me explicou tudinho, e está tudo bem, ainda mais depois do post dela, onde o assunto da vez foi zumbis!


Isso é tudo, pessoal! Novamente, muito obrigada. Rainha Vermelha, 

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15 junho, 2017

O Segredo dos Corpos (Dr. Vicent Di Maio & Ron Franscell)

Foto inspirada nessa que vi no instagram @crescendoemflor

Talvez eu esteja um pouco atrasada com essa resenha, mas é que a correria de tentar equilibrar o blog com a faculdade tem me deixado maluca. Na verdade, esse primeiro semestre é bem corrido, já que encaixaram seis meses em cinco o.O mas, de qualquer forma, eu sempre arranjo tempo para fazer minhas leituras, ainda mais de livros incríveis como esse que recebi de parceria com a DarkSide Books. Ele já apareceu aqui no blog, onde mostrei o kit incrível que veio junto, mas hoje o post vai ser focado apenas nele.

O mundo merece uma autópsia

“A vida de todo homem acaba da mesma maneira, são somente os detalhes de como viveu e de como morreu que diferenciam um homem do outro.” - Ernest Hemingway
O Segredo dos Corpos disseca casos surpreendentes que ajudaram a construir a reputação do legista Dr. Vincent Di Maio. Como a exumação de Lee Harvey Oswald, suposto assassino do presidente Kennedy. Ou a investigação pela morte do adolescente Trayvon Martin, em 2012, na Flórida, crime que acabaria impulsionando o movimento Black Lives Matter, de denúncia contra o racismo na sociedade norte-americana.

O livro apresenta ainda casos reais de serial killers que ainda aterrorizam o imaginário popular. E num capítulo especial, o autor questiona o alegado suicídio de Vincent van Gogh. Atendendo a um pedido de Steven Naifeh e Gregory White Smith, coautores de Van Gogh: A Vida, biografia do pintor ganhadora do prêmio Pulitzer, Di Maio analisou o caso e acredita que a marca da ferida revelara que o tiro não poderia ser “auto-infligido”.

A verdade nua e crua é o que você pode esperar em O Segredo dos Corpos. Escrito a quatro mãos, duas delas no bisturi do Dr. Vincent Di Maio e as outras duas do veterano escritor Ron Franscell, parceiro de Vincent Bugliosi (autor de Helter Skelter), o livro revela surpresas a cada página. Conheça a história da medicina legal, as curiosidades de uma profissão que aparenta ser tão mórbida e sombria, e as razões que levam alguém a dedicar toda sua vida a pesquisar os mortos. Ler O Segredo dos Corpos é como estar dentro do necrotério, participando de uma verdadeira aula sobre patologia criminal. Sem o inconveniente cheiro do formol. 

O segredo dos corpos


“Se ganhamos a vida como um presente, devemos à natureza uma morte”
 Quando eu era mais nova, no ápice dos meus 13 anos, adorava assistir CSI na televisão. Naquela época eu imaginava o quão incrível deveria ser lidar com assassinatos, corpos, necropsias, autópsias e tudo o mais. As séries e os filmes adoram romantizar um trabalho desses. Bom, esse livro, não. A todo momento durante os depoimentos dos casos é deixado bem claro que o trabalho de um patologista forense não é fácil; eles lidam com corpos em estados deploráveis, cheiros horríveis, imagens que ficam na memória... basicamente, esse livro tenta mostrar o que a gente só acha que conhece.

Ah, tem até uma frase muito boa que resume bem a enorme diferente entre a realidade e a ficção: "Quando eu era novo, a televisão e o cinema sempre retratavam o médico-legista (ou o coroner) como um sujeito de aspecto cadavérico que aparecia na cena do crime carregando uma pequena maleta metálica - vamos chamá-lo simplesmente de 'Doutor'. Já que um verdadeiro patologista forense não deve manipular o corpo na cena do crime, só posso supor que nosso Doutor levava uma marmita na pequena valise.".


Outro ponto que eu acho importante ressaltar é que ele abre a nossa mente quanto a pensar antes de julgar alguém. Nessa era digital todos adoram dar opinião sobre tudo, todo mundo se acha "o detetive virtual", todo mundo julga sem saber a verdade. Em alguns casos do livro algo que era dado como homicídio pode se tornar um suicídio depois de uma autópsia bem feita. E o que acontece com a pessoa que foi acusada de ser o assassino? Pode ficar sob ameça, mesmo depois de se ver livre das acusações, pelo resto da vida. Isso tá tão presente no nosso dia a dia!

Lembrando que esse livro aqui é pesado. Algumas descrições podem deixar as pessoas de estômago mais fraco enjoadas, além de ter casos com mortes de bebês e crianças, tanto que tem um caso que envolve a morte de três garotinhos que me deixou chocada, e olha que eu lido bem com esse tipo de coisa.


No livro é sempre dito que "corpos são uma casca". A pessoa que existia lá dentro já sei foi. Isso é algo que eu acredito tanto! Pode parecer meio incessível de minha parte, mas eu não vejo o menor sentido em velórios (quero ser cremada, obrigada). Pra mim, que acredito em reencarnação, nosso corpo é importante sim, mas enquanto estamos vivos. Depois que  agente morre, o que fazia de nós quem somos não existe mais nesse plano. Pra mim, não faz sentido ficar chorando encima de um corpo, um cadáver, uma casca. 



Bom, em resumo, o livro é incrível! Um verdadeiro objeto de estudo para quem quer conhecer mais desse universo. Os estudantes de medicina e enfermagem iriam adorar! Ele reúne casos bem perturbadores, tanto que, a cada capítulo lido, eu parava e ficava pensando naquilo porque são coisas reais, casos reais, e que parecem ter saído de uma série investigativa. Ah, e o último caso, com certeza, vai deixar os amantes da arte muito felizes.

Os autores


Vicent Di Maio é patologista e perito em ferimentos causados por bala internacionalmente reconhecido. Em quarenta anos de profissão, realizou mais de 9 mil autópsias e teve papel determinante em algumas das investigações criminais e dos julgamentos mais importantes das últimas décadas. Di Maio foi médico-legista chefe de San Antonio, Texas, até 2006. É o editor-chefe da The American Journal of Forensic Medicine and Pathology e recebeu diversos prêmios. Foi nomeado em 2014 pela primeira Comissão Nacional de Ciência Forense do Departamento de Justiça dos EUA para ajudar a desenvolver normas federais para investigações de morte.


Ron Franscell é escritor especializado em crimes e autor de best-sellers como The Darkest Night e Delivered from Evil. Colabora com publicações como Washington Post, Chicago Sun-Times, San Francisco Chronicle, Denver Post, San Jose Mercury News, St. Louis Post-Dispatch e Milwaukee Journal Sentinel. Cresceu em Wyoming e vive atualmente no Texas. 

A edição



Na sinopse é dito que "Ler O Segredo dos Corpos é como estar dentro do necrotério, participando de uma verdadeira aula sobre patologia criminal. Sem o inconveniente cheiro do formol", e isso não está no sentido figurado. Novamente, a DarkSide nos trás um trabalho de edição incrível e que nos faz adentrar realmente a história. Ao longo do livro encontramos fotos reais e imagens de corpos que são de arrepiar!

A capa é dura e tem verniz localizado nos olhos do "defunto" (risos). A diagramação é ótima e confortável aos olhos, além de as páginas serem amareladas e porosas. Ah, e tem também o famoso marcador de fitinha, que já é marca registrada nos livros da Caveirinha ❤

Onde comprar: Amazon | Saraiva | Submarino


Todos que viram essa folha de guarda ficaram chocados haha!


De quem é essa digital? Jamais saberemos o.O







Alguém aí ficou curioso? Tem tantos livros que fazem parte do selo Crime Scene, e esse livro me deixou com vontade de ler mais sobre isso.

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI