TAG filmes vs séries

Foto: Reprodução/We Heart It

A Érika, dona do blog Quero Ser Alice e uma das pessoas mais fofas que eu conheci na internet, me marcou para responder a tag filmes vs séries. Como faz algum tempinho que não respondo uma tag aqui, e eu queria mesmo falar sobre filmes e séries, decidi aceitar o convite, afinal são duas coisas que eu amo ♡

1. Se fosse seu último dia para ver uma série ou filme, qual você escolheria?

Eu paro e reflito sobre essa pergunta, e penso em tudo que eu deixaria de lado. Tenho muitas séries e muitos filmes especiais para mim, mas acho que escolheria um filme, e seria O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

2. Se você tivesse que escolher um personagem para lutar em um apocalipse zumbi, qual você escolheria? Ele é de um filme ou série?

Óbvio, óbvio, óbvio que u convidaria um dos personagens de The Walking Dead, minha série favorita de todas e que também é capa desse post *-* mais especificamente, um dos principais (vulgo heróis incríveis). O Rick, o Daryl, a Michonne, a Carol...

3. Sua vida se resume mais em um filme ou uma série?

Parafraseando o escritor fracassado de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, a vida é um interminável ensaio de uma peça que nunca será lançada. Minha vida é o ensaio de uma série de contos de fadas, sem príncipe, mas com dramas e uma uma protagonista distraída, desastrada e com a imaginação muito fértil.


4. Qual seu filme favorito?

Eu analisei e reanalisei minhas possibilidades, mas não teve jeito. Não existe no mundo inteiro um filme que ocupe o primeiro lugar do meu coração que não Alice no País das Maravilhas. Sim, aquele do Tim Burton ♡ E eu sei que tem gente que não gosta do filme, que acredita ser um fracasso, mas, pra mim, está tudo que eu amo dentro de uma produção cinematográfica. O Tim Burton me inspira de forma estupenda, assim como o País das Maravilhas (este mais que aquele, hehe), e poder ver esse estilo sombrio dentro do meu universo é emocionante e maravilhoso!

5. Qual sua série favorita?

Já respondi a essa pergunta, mas vamos repetir: The Walking Dead, The Walking Dead, The Walking Dead. Posso dizer que essa série é a segunda coisa que mais amo no mundo. Ah, só lembrando que ninguém é obrigado a assistir, mas depois que o apocalipse zumbi começar não vem me pedir ajuda, hein?!

6. Uma série que quer muito ver?

Eu sei que algumas pessoas podem achar estranho, mas eu não tenho a menor vontade de começar uma nova série agora. Sinceramente, nenhuma me desperta curiosidade. Claro que, às vezes, eu acabo me rendendo ao generoso catálogo da Netflix, mas não é como se eu estivesse desesperada para ver aquilo. Por ora, estou curiosa pelas novas temporadas de The Walking Dead (!), Stranger Things e Anne With An "E" :)

7. Um filme que você quer muito ver?

Uma estreia que está me deixando extremamente ansiosa é O Rei do Show. O filme só vai para os cinemas no fim do ano, mas, gente, tem Hugh Jackman (nosso eterno Wolverine, amém!) como protagonista, e isso já é motivo suficiente para eu estar me coçando inteira de curiosidade. Ah, também tem o detalhe de que é um musical que conta a história de P.T. Barnum (!!).

8. Uma série e um filme que você assistia ou assistiu mais de uma vez?

Antes de mais nada, quero deixar claro que quando eu gosto de algo eu gosto mesmo, de forma frenética. Já assisti diversos seriados e filmes muitas vezes. Para fugir do óbvio, vou indicar a série American Horror Story, que eu vi até a quarta temporada, sendo que repeti duas vezes cada uma, mas decidi parar por motivos de mudança de atores (estou falando de você, Jessica Lange!). Para filme, O Espaço Entre Nós, onde eu sofri de amor à primeira vista, pois assisti três por três dias seguidos... e, inclusive, estou com muita vontade de vê-lo agora.


9. Indica alguma série ou filme?

Indico os dois, hehe. Para não perder o costume de pessoa que ama se reafirmar, quero indicar o filme O Lar das Crianças Peculiares. Eu lhes peço, pessoas, deem uma chance a esse filmes! Para série, eu preciso que mais gente veja Dirk Gently's Holistic Detective Agency, pois é um seriado confuso, engraçado, esquisito e com uma história bem construída, mas que ninguém conhece O.o 

10. Indique dois amigo/amigas para responder essa tag!

Burlando um pouco o número, vou indicar a Renata do Retipatia, a Gislaine do Literalize-se, e a Dani do Uma Parte de Mim.


Gostaram das minhas respostas? Só lembrando que, caso tenha vontade de responder a tag no seu blog ou nos comentários, você está automaticamente tagueado por mim :)

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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Resenha de "Ecos" e um momento britânico


Resenhas, resenhas... eu amo fazer resenhas aqui no blog. Na verdade, eu amo falar sobre livros, mas, para variar os assuntos do blog, tenho postado sobre outros assuntos nos últimos dias, embora não consiga ficar sem fotografar e resenhar livros por muito tempo, hehe. Hoje vou falar de um livro maravilhoso, e também mostrar um chá das cinco muito especial.

ecos - Pam Muñoz Ryan

Três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que escaparam das garras da morte para se tornar prisioneiras de uma bruxa. A única maneira que elas têm para quebrar o feitiço e escapar da floresta onde vivem é através da música. Uma harmonia em três vozes capaz de viajar pelo tempo e espaço, e tocar profundamente a vida das pessoas que a escutam.
Ecos, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música.
A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda.
Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca.
Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial.
Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. Assim como os leitores do livro em todos os países em que Ecos foi lançado. Prepare-se para também ser arrebatado e enfeitiçado por essa fábula harmônica.
Seu destino ainda não está selado. Até na mais sombria noite uma estrela brilhará, um sino soará, um caminho será revelado. 
Para muitas pessoas, escrever é algo fácil. Criar uma história que vá entreter alguém é simples. O difícil é escrever algo capaz de provocar um turbilhão de sentimentos tão grande quanto o que experimentei lendo Ecos. Neste momento, o livro está aqui, diante de mim, enquanto escrevo e escuto uma música instrumental, e as emoções que senti durante a leitura, e que sinto agora ao lembrar dos personagens que conheci, são incríveis! Um misto de felicidade, obstinação, esperança e emoção.

Nossa história começa com uma maldição jogada em três princesa por uma bruxa, e, logo após, com um garotinho que foi encarregado de cuidar de uma gaita que abriga os espíritos das três meninas. Muitos anos se passam, e a gaita acaba por se tornar companheira de três personagens diferentes, com dramas diferentes, mas que se veem conectados e tocados pela magia que a melodia do pequeno instrumento transpassa.


Por se passar nos anos da Segunda Guerra Mundial, somos apresentados a assuntos tristes, e nossos personagens sentem o peso disso. Na parte um, conhecemos Friedrich, um garoto de manias peculiares e que sonha em ser maestro, além de ter de lidar com as tensões e preconceitos de uma Alemanha nazista. Em seguida, na parte dois, acompanhamos Mike lutando para não ser separado do irmão mais novo. Já na parte três, vemos Ivy tentando se adaptar a uma nova realidade, num novo lar, temendo pelo irmão que está lutando pelos Estados Unidos na Guerra. 

Ao longo dessas três divisões (eu as chamei de "contos", mas sei que não são), acabamos por nos afeiçoar a cada um dos personagens, sentindo todas as suas alegrias e tristezas, e percebemos como a música realmente transformou suas vidas. O final é, deveras, encantador e mágico... as últimas páginas me inspiraram de forma imensurável, e só reforçaram minha ideia de que, por mais que algo pareça horrível, nosso destino ainda não está selado.

Uma história linda, que mostra o lado mais humano de três pessoas como nós, que tem sonhos como nós. A música é o elemento chave que os interliga, tanto que, às vezes, parece ser um personagem também. A música é a representação da pureza de cada um deles!

Pam Muñoz Ryan conquistou meu coração, e Ecos acaba de se tornar meu mais novo DarkCrush 


Falando sobre a edição, novamente a DarkSide nos traz um trabalho gráfico impecável. Eu confesso que, a princípio, a capa e as cores fortes não me agradaram tanto, mas foi um julgamento errado, hehe. Agora, tenho Ecos como um dos livros físicos mais lindos que já vi *-*

Além da capa dura e do marcador de cetim, o corte de página é laranja, as folhas de guarda tem ilustrações lindas, assim como as que encontramos ao longo das páginas, que também tem ilustrações de folhas nas laterais no início de cada capítulo!





Vocês não fazem ideia do quanto a gaita é importante na história. Quase tive um ataque quando estava vasculhando caixas antigas aqui em casa e descobri que meu irmão tinha jogado fora uma gaita que tínhamos. De toda forma, estou feliz pela DarSide ter incluso no kit dos parceiros essa miniatura :) 



BRITISH MODE


Como Ecos é um livro que aquece o coração no final, nada melhor do que juntá-lo a algo que sempre me deixa feliz e aquecida: chá! Vi nas fotos desse post a oportunidade perfeita de mostrar como foi apreciar os chás e cubinhos de açúcar que a Kammylla me enviou.

Eu já havia provado chá de erva-doce (amo, por sinal!), ms nunca havia adoçado meu chá com cubinhos de açúcar. Foi algo inusitado para mim, mas também extremamente divertido. Não tenho palavras para agradecer à Kammy por ter me enviado essas coisas *-*




Não sei vocês, mas eu amo tomar chá comendo alguma coisa doce, pois parece que consigo sentir melhor o gosto da erva/fruta com que o chá foi feito. No dia em que as fotos foram tiradas, eu comi um pão de mel e essas bolachas :) 




Gostaram das fotos? Eu adoraria reunir todas as pessoas fofas que me acompanham para um chá. E a resenha? Alguém ficou curioso para ler o livro? Eu espero que sim, pois é uma leitura que vale muito a pena! Caso, alguém tenha interesse em comprar, usem meu link para que eu receba uma pequena comissão.

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

Incluindo o País das Maravilhas na sua vida


E depois de ter conseguido resolver problemas envolvendo a política interna do Reino Intraterreno, voltei com mais um post sobre meu amado e eterno País das Maravilhas. Na verdade, a ideia dessa postagem já estava na minha mente (e no meu caderninho) há algumas semanas, mas só agora consegui dar-lhe a devida atenção.

Ah, aproveitando, quero dizer que eu juro pela magia da minha vida que não vou ficar muito tempo sem fazer posts relacionados ao País das Maravilhas. Um dos últimos que fiz foi com essa analogia entre o que estava acontecendo comigo e a mesa de chá do Chapeleiro, e até fiquei bem orgulhosa de mim mesma por ter conseguido organizar bem meus pensamentos.

Mas, enfim, nesse post eu vou contar quatro das muitas maneiras que eu encontrei de incluir o País das Maravilhas na minha vida terrena, e que podem inspirar vocês também :)
Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã...

Desde que me entendo por gente o País das Maravilhas estava presente na minha vida, isso por conta da famosa animação. Nunca fui o tipo de criança que achava que tal conto de fadas poderia ser real, mas me recordo que acreditava veemente que o País das Maravilhas existia. Eu alardeava aos quatro cantos (no caso, a escola primária hehe) que minha historia favorita era real e que um dia eu iria encontrar a toca do coelho. Eu acreditava no impossível!

Com o passar dos anos eu percebi que essa história, esse conto de fadas, teve influencia para que eu me tornasse um ser muito sonhador e que acredita no impossível. Essa foi uma das lições mais lindas de toda a minha vida, e é que eu mais sinto falta na maioria das pessoas. Já passou da hora muita gente começar a acreditar no impossível e, principalmente, acreditar em si!

Algo que eu sempre tento me lembrar é que os sonhos infantis são a infraestrutura do País das Maravilhas. Sonhos infantis são cheios de pureza e as crianças acreditam que eles são reais, por mais absurdos que pareçam. Já ouvi de muita gente que eu sou imatura por crer que sonhos e coisas impossíveis se realizam, mas, se para amadurecer eu precisar abandonar esse pensamento, fico feliz em ser uma eterna criança.
Somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca...

Como um amigo já me disse num sonho, é um bom tipo de loucura. Aqui estamos falando no sentido de ser louco, excêntrico, peculiar... ser do seu jeito!

Todos os dias, do instante me que eu acordo, até a hora de dormir, eu pratico a minha excentricidade, seja para escolher uma roupa, passear no cemitério, conversar sobre um assunto banal, explicar para os outros qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha (eu sei!) ou fazer as pessoas verem que não estão erradas em serem do jeito que são. A muiteza de cada um está naquilo que todos podem julgar "estranho", mas que, ao mesmo tempo, o torna diferente, único e especial. 

O Reino Humano seria tão mais chato se todo mundo fosse igualzinho, usasse as mesmas roupas, ouvisse as mesma músicas, tivesse a mesma opinião. E se, no fim das contas, os outros acharem que você está freneticamente louco, apenas sorria como o Cheshire e parafraseei o que meu amigo disse: é um bom tipo de loucura. 
Poderia me dizer que caminho tomar para sair daqui?... Isso depende bastante de onde você quer chegar... Não faz muita diferença... Então não importa que caminho tome...

Talvez a citação acima não explique muito bem meu ponto de vista, mas o quero dizer é que não há problema nenhum em estar perdido, seja no quesito faculdade, emprego, família, vida amorosa... Percebi isso recentemente, ao mesmo tempo que me tocava que não era a única nessa situação. Tomar decisões importantes é quase tão difícil quanto aguentar a Rainha de Copas no croqué! Nós não somos o Coelho Branco, não estamos atrasados. Cada um tem seu próprio tempo e sua maneira de descobrir qual caminho tomar.

Me tomando como exemplo, descobri que não estava gostando do meu curso, e isso não me tornava menos que alguém que já tinha certeza de como iria levar a vida. Por ora, eu estou pensando nas decisões que quero tomar, caminhando, caminhando até chegar a algum lugar. O que dizem é verdade: o universo nos encaminha, e um dia eu, você, e quem mais estiver perdido vamos encontrar algo útil para fazermos da vida.

Ah, e nunca deixe ninguém dizer que você precisa fazer tal coisa para "ser alguém na vida". Somos pequenos grãos de poeira cósmica e influenciamos o mundo diariamente. Nós já somos alguém na vida, sabendo ou não qual caminho tomar.
“Pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então...

Mudanças... quebra coma realidade, pra mim é a mesma coisa, pois sempre que uma mudança ocorre na minha vida eu percebo que estou saindo, mesmo que minimamente, da minha zona de conforto. E eu gosto disso.

Nem sempre foi assim. Ouve uma época em que mudanças me apavoravam e eu as odiava. Pra ser sincera, ainda me apavoram, mas, usando o que está escrito na minha bio, "Eu mudo muito, às vezes mesmo sem querer. Acho que é por isso que gosto tanto da Alice, aquela do País das Maravilhas e que inspirou o nome do blog. Eu consigo entender o que ela sentiu quando as coisas à sua volta ficaram diferentes". Não dava para eu continuar odiando tanto as mudanças que ocorriam em minha vida sendo que eu mudava a toda hora. 

Mudar de opinião, de atitude, de cabelo, de roupas!... o que as outras pessoas veem como hipocrisia, eu vejo como amadurecimento para melhor. Claro, estou falando de mudanças que ocorrem porque você quer, e não por influência de terceiros que adoram dar pitaco na vida alheia. Assim como existem certos valores imutáveis dentro de mim, minha cabeça está em uma metamorfose, e eu não me envergonho de dizer isso!


Foi isso, amigos intraterrenos. Espero que minhas palavras tenham inspirado, mesmo que um pouquinho, cada um de vocês. Se quiserem falar mais sobre isso, podem deixar um comentário, me enviar um e-mail ou uma carta :)

Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI