A Guerra que me Ensinou a Viver (Kimberly Bradley)


É maravilhoso ver como livros mexem com a gente. No ano passo eu fui apresentada a Ada, protagonista do livro A Guerra que Salvou a Minha Vida, e isso graças à minha parceria com a editora incrível que é a DarkSide Books. Foi uma das leituras mais encantadoras e inspiradoras de toda a minha vida, e é um livro que eu faço questão de indicar para quem quiser boas histórias. Imaginem a minha alegria quando soube que uma continuação seria lançada, e mais ainda quando ele chegou em minhas mãos!

A GUERRA QUE ME ENSINOU A VIVER



Sobre as ruínas de uma Londres destruída na Segunda Guerra Mundial, uma menina batalha bravamente para reconstruir seus sentimentos, aprender a caminhar com os próprios pés e encontrar o seu lugar no mundo. Kimberly Brubaker Bradley lnaça uma luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz.

Esse novo capítulo na vida de Ada começa exatamente onde o primeiro livro parou. Algo legal é que é possível ler e entender esse livro sem ter lido o outro, embora eu recomende muito que se leia os dois. Ada está tentando começar uma nova vida ao lado de seu irmão, Jamie, e Susan, mas, mesmo tendo tido seu pé "concertado", os traumas do passado e o medo do abandono ainda estão muito presentes nela, o que a fazem ser um pouco rude às vezes. Bom, isso tudo sem contar as constantes ameaças de bombas alemãs aéreas.

Kimberly Bradley escreve de uma forma tão sensível, simples e inspiradora, mas, ao mesmo tempo, dolorosa e emocionante. Ada tem muitos complexos, e todos os abusos que sofreu ao longo da vida a tornaram uma garota corajosa, que quer acalçar sua própria liberdade, mas, ao mesmo tempo, retraída. É um misto se sensações muito grandes, mas uma coisa é certa: a vontade entrar no livro e dar um abraço, não só nada Ada, mas em todos os personagens, é muito grande! 

É possível saber um monte de coisas e mesmo assim não acreditar em nenhuma delas.
Embora o livro se passe durante a Segunda Guerra Mundial, os temas são muito atuais. Ruth, a garota alemã, judia e refugiada, represente todas as pessoas que são obrigadas a abandonar o país de origem por conta das perseguições. Junto com essa nova personagem, recebemos mais lições sobre empatia, sobre como devemos respeitar as crenças e decisões das outras pessoas e não fazer julgamentos precipitados, pois "as palavras podiam ser tão perigosas e destrutivas quanto as bombas". 

Seguindo a mesma linha d'A Guerra que Salvou a Minha Vida, A Guerra que me Ensinou a Viver foi uma continuação mais que digna para uma história encantadora e que o mundo precisava conhecer. Ele nos mostra que é possível ter uma vida feliz apesar de todas as coisas ruins que já fomos obrigados a enfrentar. Somos seres humanos, e, como tais, nós sofremos, choramos, sorrimos, gritamos... devemos nos permitir sentir tudo isso. Nos incita a ser mais corajosos, a fazer sacríficos por quem amamos. É um daqueles livros que mostra que a gentileza deve ser prezada, que nos faz pensar no outro. É um livro que ficará guardado pra sempre no meu coração ❤


Quanto a edição, mais uma vez a DarkSide Books não decepcionou. A capa é linda e segue o mesmo modelo da do primeiro livro: lembra um trabalho de patchwork, embora as cores sejam um pouco mais fortes, o que faz todo sentido, já que a Ada começa a ver o mundo com mais cores, de uma forma mais bonita. As páginas são amareladas, e no interior tem muitas surpresas, desde a folha de guarda com cavalinhos, até as fotos de crianças refugiadas. Uma verdadeira preciosidade!

entrevista com Kimberly bradley



O que te inspirou a escrever a história da Ada?
Sempre planejei que essa história seria contada em dois livros. No começo do primeiro, eu falo sobre isso: "Essa história que estou contando agora começou há quatro anos, no começo do outono de 1939."
Neste segundo livro, vemos algumas referências a crise de refugiados. Como passado e presente conversam na sua história?
Os refugiados me lembram que, como humanos, nós continuamos a repetir os mesmos erros de novo e de novo. É melhor nós começarmos a conversa sobre esses problemas antes que seja tarde.
Em A Guerra que me Ensinou a Viver, Ada conhece a Ruth, uma garota judia e alemã. Por que você quis fazer a Ada ficar diante de uma suposta inimiga?
A Ruth é um acréscimo ao livro de várias formas. Ela mostra aos leitores que o preconceito existia antes como existe hoje. Ela me permite trazer de volta o que aconteceu com o povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial de uma forma que faz sentido para o livro. Ela é também uma personagem que sofreu as próprias perdas, um espelho de Ada em vários momentos.
Neste livro os personagens conversam sobre o Holocausto, mas eles não sabem de sua existência ou não dão a devida atenção para o problema. Como sua pesquisa histórica te ajudou a inserir esse detalhe no livro?
Isso foi bem fácil de descobrir, a maior parte da pesquisa foi feita online. Existe um pouco de informação sobre quando os Aliados, tanto o governo quanto as pessoas comuns, entenderam o que estava acontecendo. Os vídeos feitos quando os campos de concentração ainda eram ativos foram descobertos apenas após a guerra. Em 1940, era muito mais fácil esconder informação do público.
Muitas lições podem ser obtidas de ambos os livros. Uma que se destaca em A Guerra que me Ensinou a Viver é sobre não julgar as pessoas pelo que elas acreditam ou de onde vêm. Você já recebeu relatos de leitores que decidiram mudar suas atitudes após conhecerem a história da Ada?
Não, eu recebi cartas de leitores que se sentiram julgados no passado por suas crenças ou circunstâncias e que me disseram que os livros refletem com precisão as experiências deles.
Uma das maiores lições que a Ada aprende é que se curar é possível. Durante a sua jornada escrevendo os dois livros, você acabou aprendendo alguma coisa com a ela?
Acredito que a maior parte do que Ada aprendeu eu tive que descobrir por mim mesma antes que pudesse escrever sobre ela de forma verdadeira.
Você tem a intenção de continuar essa história, fazer dela uma trilogia?
Ainda não sei! Este livro foi muito difícil de escrever e eu não voltarei com um terceiro a menos que eu possa escrever tão bem quanto esses dois. Mas, eu tenho um comichão para continuar essa história. Então, vamos ver.
Qual era seu livro favorito quando você tinha a idade da Ada?
"Uma Dobra no Tempo", de Madeleine L’Engle. Agora é um filme com a Oprah!
Como a sua paixão pela escrita começou?
Acho que nasci com isso. Quando criança, andava pela rua e escrevia pequenas histórias na minha cabeça sobre a minha caminhada pela rua e o que eu via, o que eu sentia, onde eu estava indo. Demorei um tempo para perceber que nem todo mundo faz isso.
Qual seu ambiente favorito para escrever?
Meu marido e eu desenhamos a casa que moramos hoje. Tenho um escritório onde a minha mesa fica no fim de um jardim. Tenho janelas dos dois lados do meu computador, então tenho muita luz entrando, forte o suficiente para que eu não seja distraída pelos cavalos correndo no campo enquanto escrevo. É um ótimo espaço.
E agora o que muitos fãs querem saber: o que esperar dessa sequência?
Em "A Guerra que Me Ensinou a Viver", Ada descobre quem ela realmente é.
O amor não é tão raro quanto você pensa, Ada (...) Podemos amar todo tipo de gente, de todas as maneiras possíveis. E o amor não é de forma alguma perigoso.
 Gostaram da resenha? E da entrevista? Alguém já conhecia esses livros? Quem aí ficou curioso para conhecer e se encantar por essa história? Vocês podem comprar esse livro lindo aqui. O que estão lendo atualmente?

Ah, para quem for deixar comentários fofos aqui em baixo, eu ia adorar conhecer o blog de vocês!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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6 on 6 (april 2018)







Eu acreditava que as fotos desse mês seriam um desafio, mas o processo foi bem divertido e leve. Nós nos decidimos por fotos externas, e automaticamente eu me imaginei tímida, num lugar público, tentando fotografar. Não me levem a mal, mas é que, tirando a faculdade, eu moro no meu quarto haha.

Uma coisa legal que fiz para as fotos é que os "nomes" delas são letras de músicas. Quem quiser saber quais são, basta clicar aqui para ouvi-las no Spotify.
1. You're my wonderwall: vi um tweet falando que a canção "Wonderwall" é quase a "Evidências" dos indies, e é verdade. Eu gosto muito dela, embora fizesse algum tempinho que eu não a escutava.
2. Here I am, a rabbit hearted girl: aqui está uma das poucas fotos minhas (porque sim, eu não tiro muitas fotos). Ela foi tirada para um trabalho da faculdade que é feito pelo instagram. O livro que estou segurando é "O Mundo de Sofia", uma das histórias mais incríveis que já li! Ah, as temperaturas têm estado a meu favor, e por isso eu consigo ler do lado de fora da casa hehe.
3. A beautiful flower by the gate: embora não tenha mais grama aqui em casa, mantemos dois vasos grande com flores plantadas. Na verdade, tem muitas plantas aqui em casa, o que me deixa muito feliz. Eu sou apaixonada por essas delicadezas da natureza! Para tirar essa foto eu tive que deitar no chão, uma cena bem engraçada de se ver.
4. The sun is up, the sky is blue: algo que me intriga muito é olhar para o céu e pensar que as nuvens nunca estarão do meu jeito que estavam no dia anterior. É meio mágico, e me faz sempre refletir que nenhum dia é igual ao outro. Não tem um único dia que eu não olhe para o céu e me admire com a beleza do universo! 
5. Flowers in your hair: no dia que essa foto foi tirada eu estava na cada da minha avó, e lá tem muitas flores. Essa, em especial, estava no meu cabelo num momento em que eu tirei para caminhar. A temperatura estava muito agradável e com um ventinho maravilhoso!
6. Hey, little train! Wait for me: acham que eu me esqueci da minha ~meta~ de tentar incluir uma foto temática de Harry Potter em todos os posts do projeto desse ano? Nop hehe! Esse colar tem me acompanhado desde o ano passado, quando terminei de ler os livros e declarei meu amor eterno por esse mundo mágico <3
 Não se esqueçam de ir conferir as fotos das fofas EvaIsa e Vanessa :)

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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No outono é sempre igual book tag


Acho que quem me conhece está cansado de saber o quanto eu odeio calor e morar num país tropical. É um alívio quando o outono chega e, com ele, as temperaturas mais amenas. Essa semana eu já consegui tirar meus suéteres da gaveta, e fiquei muito feliz com isso. Mesmo que o frio não seja exatamente como eu desejo, já é alguma coisa...

Bom, para dar as boas vindas ao outono, decidi responder a essa tag inspirada na famosa música de Sandy & Junior. Ela foi criada pela Melina Souza, e o vídeo original está no canal dela. Essa música me lembra das fitas que eu ouvia quando era bem pequenininha. Fico triste ao pensar que destino tiveram aquelas fitas de música... se perderam com a mudança.

1. A noite cai, o frio desce: um livro que se passa em uma época fria


Nossos Dias Infinitos: esse livro pareceu nesse post. Ele foi enviado pela Rebeca do blog Papel Papel, e foi resenhado lá também (leia aqui). Embora tenham todas as estações ao longo da leitura, o principal foco é o frio que começa já no outono, e, consequentemente, deixa os personagens bem tensos. Em resumo, o livro conta a história de Peggy, uma garota que tinha oito anos quando seu pai a levou para viver numa cabana isolada na floresta com a desculpa de que tudo e todos haviam desparecido. | compre aqui

2. Mas aqui dentro predomina esse amor que me aquece protege da solidão: um livro quentinho no coração


A Guerra que me Ensinou a Viver: não vou falar muito desse livro, pois preciso fazer a resenha que será bem detalhada. É um dos últimos lançamentos da DarkSide Books e, assim como o primeiro, nos deixa inspirados, felizes e com vontade conquistar o mundo e ser mais fortes e corajosos. Mesmos se passando numa época muito triste, eu me senti recebendo um abraço quentinho durante a leitura *-* | compre aqui

3. A noite cai, a chuva traz o medo e a aflição: um livro com uma atmosfera sombria


Jack, o Estripador - rastro de sangue: vou pegar essa resposta emprestada da Mel (intimidade, a gente vê por aqui!), pois esse é o livro que estou lendo atualmente e, mesmo ainda estando no comecinho, dá pra perceber que o livro tem um tom bem sombrio. Enquanto eu leio, imagino o cenário parecido com o do filme Sweeney Todd - o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. | compre aqui

4. Mas é o amor que está aqui dentro que acalma meu coração: um livro que você gostaria de poder viver dentro e interagir com os personagens


Harry Potter: não é segredo pra ninguém que Harry Potter se tornou o amor da minha vida desde que li pela primeira vez no ano passado. Embora eu deseje estar em todos os livros, vivendo toda a história, os primeiros tem um lugarzinho especial no meu coração, pois tudo está muito centrado em Hogwarts, e eu amo aquele lugar! | compre aqui

5. No outono é sempre igual: um livro, autor ou gênero que você sempre gosta de ler nessa época do ano


O Lado Mais Sombrio | fantasia: embora fantasia seja meu gênero favorito para ler durante o ano todo, eu me pego lendo muito mais nessa época, pois a grande maioria dos meus livros de fantasia se passam em lugares mais frios. Volta e meia tenho vontade de reler pela... quinta vez (?) a série O Lado Mais Sombrio, uma das minhas favoritas do mundo inteiro. Ela é uma releitura dark de Alice no País das Maravilhas, e quem lê sempre o blog com certeza já deve ter me visto falando muito dela por aqui. | compre aqui

6. As folhas caem no quintal: um livro que trata sobre algum assunto delicado


Eu Estive Aqui: li esse livro há bastante tempo (resenha aqui), mas até hoje a história mexe comigo, pois trata de suicídio, um assunto muito delicado e que muita gente ainda não leva a sério. Tudo gira em torno do suicídio de Meg e a investigação de Cody do porquê sua amiga, aparentemente bem, teria tirado a própria vida. | compre aqui

7. Só não cai o meu amor: um livro com uma história de amor


A Sereia: esse é um daqueles livros que mescla mitologia com um romance "mais ou menos normal". Eu me lembro de ter soltado vários suspiros ao longo da leitura, embora tenha ficado triste também (a Kiera Cass é meio dramática, né?). Também já faz tempo que o li, e não sei se pretendo ler novamente, mesmo tendo gostado muito na época. Ah, detalhe que essa capa é "meio verão" para estar no post haha. | compre aqui

8. Pois não tem jeito, não, é imortal: um livro que você acha que deveria virar um clássico para que todas as futuras gerações pudessem ler



O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares: mesmo esse livro tendo tido muita repercussão na época de lançamento do filme, a série não recebeu o devido reconhecimento. Essa trilogia tem potencial para se tornar um clássico do nível de Harry Potter, pois é tão genial, mas acabou se tornando mais um daqueles livros bem hypados, mas que hoje quase ninguém lembra, o que é uma pena. Eu aprendi tanto com essa história! #orgulhopeculiar compre aqui



Quem também está feliz com a chegada do outono? Juro que não consigo entender as pessoas que gostam do calor hehe... Já leram algum dos livros que apareceram na tag? Vamos falar sobre eles!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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