25 abril, 2017

Abominação (Gary Whitta)


Assim que esse livro chegou aqui em casa eu já comecei a ler, pois eu vi tantas fotos no instagram da editora que me animei com a leitura mesmo não sabendo do que o livro se tratava. Sei que o autor escreveu algum livro de Star Wars, mas eu, a perdida da vida, nunca li nem assisti nada desse universo. O porquê? Eu não consigo entender a ordem dos filmes (algumas alma bondosa quer me ensinar nos comentários?), nem sei se preciso necessariamente vê-los para ler os livros o.O só deixando claro: eu sou bem leiga quando a questão é "coisas que todo mundo conhece" haha!

Os vikings estão vindo


A era medieval é muito mais conhecida por seus mistérios do que por seus registros históricos. Talvez seja melhor assim. Há quem acredite que estaremos mais seguros enquanto não soubermos de toda a verdade. Mas quem disse que as lendas não podem ser mais reais do que você imagina?
"Abominação" é um romance de fantasia dark que reconta um dos capítulos mais sangrentos da história da Inglaterra: as invasões vikings do século IX. Apresentando personagens e batalhas reais, sua narrativa vai muito além do que poderíamos encontrar nos livros de escola. Com influências que vão de H.P. Lovecraft a Game of Thrones, "Abominação" vem sendo recebido mundo afora como um novo clássico para fãs do gênero.
O reinado de Wessex foi o único de toda a Inglaterra que escapou dos invasores dinamarqueses. Seu rei, Alfredo, o Grande, negocia um acordo com os bárbaros do Mar do Norte, mesmo sabendo que eles não são exatamente os maiores adeptos da paz. É preciso estar preparado, a guerra pode recomeçar a qualquer momento. O arcebispo de Canterbury oferece proteção ao reino, através de feitiços descobertos por ele em velhos pergaminhos. O rei só não poderia imaginar que a magia seria ainda mais perigosa que os próprios vikings. 

Abominação



Eu já havia dito que livros que se passam em épocas medievais não em agradam muitos, mesmo eu adorando aprender sobre essa época (especialmente sobre as desgraças que aconteceram nessa época - me julguem!). Na realidade, os únicos livros que li e que se passa mais ou menos nessas épocas foram os da autora italiana Licia Troici: Crônicas do Mundo Emerso e Guerras Emerso. Ah, e por sinal, recomendo as duas trilogias!

Assim que comecei a leitura, eu não pude imaginar que a história estava se passando num mundo medieval "normal" igual ao que a gente vê na escola. Mesmo sem querer, eu ficava imaginando um mundo mágico na minha cabeça. Claro que muita gente pode dizer que eu tô ficando maluca, mas essa minha imaginação fértil só serviu para deixar a minha experiência de leitura mais interessante, pois, na minha cabeça, a época medieval não teve nada de muito mágico. Teve as bruxas queimadas, mas a maioria, se não todas, nem eram bruxas de verdade haha.



A história é daquele tipo que pode deixar as pessoas mais "assustáveis" mal da cabeça, porque tem cenas bem grotescas e bizarras, com morte, sangue e transformações bem estranhas. Teve até uma noite, quando eu decidi largar o livro para ir dormir, que eu comecei a sonhar que estava matando aberrações o.O logo eu, que faço maratona de filme de terror de madrugada!

É aquele tipo de livro que você quer e precisa terminar, porque você precisa saber o que vai acontecer com o protagonista, que,  modéstia à parte, é um ferrado da vida. Eu fiquei com pena dele em muitas cenas, sério. Coi-ta-do! Claro que tiveram outros personagens que foram muito bem explorados, embora alguns me parecessem meio forçados de vez em quando. Um que me irritou muito foi o rei Alfredo, porque a toda hora eu pensava: "olha o que você tá deixando o bispo fazer, será que a situação cabe?". Mas isso são detalhes, detalhes... detalhes.

Mesmo o livro tendo tido algumas situações em que eu pensava "é óbvio que isso ia acontecer", ou, em outras palavras, clichê, não diminuiu em nada o tanto que eu gostei dele. Ah, e tiveram outras cenas em que eu ficava "what?", mas isso é porque eu trouxa mesmo e não percebo essas coisas, ainda mais quando o autor deduz que o leitor já sabe do que se trata. (Acho que esse paragrafo ficou confuso; paciência)

Enfim, o livro é muito bom, a escrita do autor é instigante e tem um enredo que prende a gente. Eu tenho procurado livros que eu consiga ler rápido, pois tem um em específico aqui em casa que eu está me enrolando há quase dois meses haha. Dei quatro estrelinhas para ele lá no Goodreads, ou seja, eu gostei muito. Leria de novo? É provável que não, pelo menos por ora, mas é algo que fica na nossa cabeça por um bom tempo, especialmente sobre o que a época medieval esconde além dos livros da escola.



Nós precisamos falar sobre essa edição! A cada novo livro lançado, a DarkSide se supera, e com esse não foi diferente. Ele tem o tamanho um pouco maior que os outros. A capa é dura e tem o escaravelho que tem tudo a ver com a história, e o nome do autor é em verniz localizado. Tem o marcador de cetim, e - pasmem - a coisa mais peculiar-incrível que a gente podia encontrar no corte de página de um livro: sangue respingado! Ainda não tenho certeza, mas, pelas fotos que eu vi, parece que essa tinta imitando sangue é diferente em todos os livro.



As folhas de rosto da Caveirinha são sempre muito criativas *-*


Amo livros que tem mapas!



Em todo início de capítulo tem esse detalhe



entrevista com Gary Whitta




A DarkSide foi um amor em disponibilizar essa entrevista exclusiva da editora com o autor, e achei que seria ótimo compartilhar aqui no blog. Juro que tentei selecionar apenas algumas perguntas, mas todas eram tão legais que não teve jeito. Espero que gostem, ou que pelo menos alguém pare para ler haha!

1. Quem foi o jovem Gary quando adolescente? 
Eu era magricela, desajeitado, com cabelo ensebado e muita acne. Nunca fui bom em esportes, mas amava computadores, vídeo games, filmes, fantasia e ficção científica em todos os seus formatos. Basicamente seu nerd padrão!

2. Como você divide o mundo dos games e o mundo da literatura na sua cabeça? 
Eu não encaro os dois como coisas distintas, apenas como maneiras diferentes de expressar histórias interessantes e construir novos mundos bacanas e imaginativos. Particularmente nos dias de hoje, porque vídeo games estão se tornando mais literários em sua natureza, eles se transformaram em uma verdadeira mídia de storytelling como nunca antes.

3. Em qual momento o editor resolveu se tornar autor e como você consegue equilibrar as duas funções durante o processo criativo de um novo livro, roteiro ou game?  
Eu nunca fui um editor, mas eu sou um jornalista que decidiu virar roteirista de cinema. Isso aconteceu por volta de 2001, quando eu sentia que minha carreira como jornalista de games já havia me levado o mais longe possível. Certamente minha familiaridade com vídeo games tem sido muito útil em minha segunda carreira como roteirista e autor, particularmente ao adaptar vídeo games em filmes e séries de TV, ou quando consultando o aspecto narrativo de novos games em desenvolvimento.

4. Como você criou a mitologia do seu primeiro livro, “Abominação”, e quais os critérios adotados para equilibrar história real e fantasia?
Eu era fascinado pela ideia de combinar história e fantasia. Em vez de inventar todo um mundo ficcional como a Terra Média ou Westeros, eu achei que seria divertido e interessante pegar uma época e um lugar real da história - a Idade das Trevas na Inglaterra medieval, durante a ocupação viking - e adicionar elementos fantásticos. Então a parte histórica se torna mais selvagem e louca, e a parte fantástica vira mais pé no chão pelos fundamentos históricos. 

5. Quando surgiu a ideia e vontade de narrar a história de “Abominação”?
Por muito tempo eu pensei em desenvolvê-lo como um roteiro, mas decidi que o pano de fundo histórico e os altos níveis de gore e violência tornariam difícil vendê-lo como um filme. Eu realmente desejava escrever a história que eu queria, sem ter que me preocupar com demandas comerciais do mercado de Hollywood. Então eu troquei para a ideia de escrevê-lo como um livro.

6. O livro possui momentos incríveis de luta, narrados de forma dinâmica, impactante, realista e de grande violência. Como você conseguiu equilibrar essas passagens no decorrer da história? 
O cenário histórico é realmente importante para estabelecer o mundo e os personagens, mas uma vez que a história começou a andar, eu percebi que eu não precisava me apoiar tanto nele. É, principalmente, uma história sobre os dois personagens principais e como eles confrontam seus próprios demônios.

7. A criação de um roteiro normalmente é feito dentro de uma equipe. Como você lida com o processo de escrita em grupo e um trabalho mais solitário como o processo de um romance? 
Eu realmente adorei trabalhar com um grupo colaborativo. Em Rogue One eu fui afortunado o bastante para trabalhar com alguns dos roteiristas mais talentosos do mundo na Lucasfilm e eu aprendi demais com eles. Mas filmes em algumas maneiras não são a melhor mídia para roteiristas porque eles são produto de muitas vozes criativas diferentes e a visão do roteirista para um projeto, mesmo que seja um projeto que ele criou, pode às vezes se apagar e se perder no meio do caminho. Ao escrever um livro eu pude enxergar como é contar uma história diretamente para o público sem depender de mais ninguém.

8. Temos a sensação de estar vendo um grande filme durante toda a leitura. Você já imaginou "Abominação" para o cinema? 
A ideia original era contar a história de Abominação como um filme, e agora que ela é um livro espero que tenhamos essa oportunidade, já que existe uma boa chance de que o livro seja adaptado para a telona. Fiquem ligados!

9. Gostaríamos muito de conhecer a sua biblioteca de terror e fantasia. Você poderia listar 10 livros mais importantes para você dentro desse universo? 
Entre meus livros favoritos estão O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Nome do Vento, O Temor do Sábio, Matadouro 5, Wolf in White Van, Duna, A Guerra dos Tronos, Silo e The Blade Itself.

10. Um lista de 5 grandes jogos que fazem parte da sua formação como gamer. 
Eu tenho idade o suficiente para ter crescido com a primeira clássica geração de vídeo games, mas ao longo das décadas meus favoritos incluem Manic Miner, Paradroid, Mass Effect, Journey, Inside, Red Dead Redemption e praticamente todos os jogos do LEGO.

11. Você já trabalhou em grandes projetos como Star Wars - Rogue One, Book of Eli, The Walking Dead e o incrível documentário Atari: Game Over. Existe algum novo projeto em andamento ou algo que você adoraria desenvolver dentro do universo da cultura pop? 
No momento eu estou trabalhando com a 20th Century Fox na adaptação cinematográfica de David Petersen para Mouse Guard, que é uma das minhas séries de quadrinhos favoritas de todos os tempos. É um projeto dos sonhos para mim e espero que vocês tenham a oportunidade de vê-lo nos cinemas em breve!

12. Os leitores brasileiros estão muito empolgados com a edição do seu livro pela editora DarkSide® Books. Como você está recebendo essa nova família brasileira de fãs e leitores? 
Essa empolgação que existe no Brasil para a publicação do meu livro é tão incrível. A edição que a DarkSide montou, com as páginas salpicadas de sangue e a incrível arte de capa, é a versão mais incrível do livro que eu já vi. Eu mal posso esperar para saber a opinião dos leitores brasileiros depois que eles lerem o livro!

13. Você poderia deixar conselho para os leitores brasileiros que querem começar a escrever sua própria fantasia?
Apenas escrevam. Todos os dias. Tentem seguir o hábito de escrever e desenvolver suas próprias ideias. Não há substituto para dedicação e muita prática!

Nesses últimos dias tem esfriado aqui em onde eu moro (finalmente!). Aproveitei as baixas temperaturas para fazer coisas que eu adoro, especialmente tomar bebidas bem quentinhas e aquecer minhas mãos com as canecas. Para variar um pouquinho, já que eu sempre uso chá nas fotos de resenhas, decidi fazer um achocolatado :)


Titulo original: Abomination | ISBN: 978-85-66636-79-6 | Páginas: 313

A resenha ficou grande, pois é isso mesmo. Espero que alguém tenha parado pra ler tudo haha, e que alguém tenha se interessado pelo livro!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha,

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23 abril, 2017

Inspiração: clipes da Tessa Violet


Por ser uma pessoa apaixonada por fotografia, tem muitas coisas que acabam se tornando objeto de inspiração para mim. Por exemplo: tem uma infinidade de filmes com fotografias maravilhosas, mas que às vezes passam despercebidos pelas outras pessoas; pra mim, não! Inclusive - não quero dar muito alarde - eu estou com planos junto com um amiga blogueira para falar sobre filmes do Tim Burton, e, se tem alguém que me inspira, não só para tirar fotos, mas na vida toda, é ele. *-*

Enfim, não é sobre isso que quero falar, mas sim de algo que tem em inspirado muito nos últimos dias: o novo álbum da Tessa Violet, e mais especificamente os clipes. Para quem não a conhece, Tessa é é uma blogger de vídeo americana, cantora e compositora mais conhecida por seu canal no YouTube. Conheci as suas lindas músicas em 2014, e desde então sou apaixonada pelo seu trabalho, tanto que batizei minha Instax mini 8 de Tessa.

Seu novo álbum, Halloway, foi lançado recentemente, e os clipes também, e ambos são muito lindos. Os clipes têm uma fotografia maravilhosa (não consigo para de assistir "Dream"), e se encaixam direitinho com as melodias das canções. Não resisti e decidi compartilhar por aqui <3 espero que gostem!











Qual clipe vocês mais gostaram? O meu é "Dream", pois vários elementos nele me remetem a Alice no País das Maravilhas hehe. As músicas também não são um amor? Ah, como eu queria dar destaque apenas às músicas/clipes desse álbum, não incluí nenhuma outra, mas esse clipe aqui também é muito lindinho e aleatório :)

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha,

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI