17 janeiro, 2017

Aventuras de Alice no País das Maravilhas, ilustrado por Yayoi Kusama


Lembram desse post, onde eu mostrei minhas compras literárias na Black Friday e fiz uma enquete para saber qual livro vocês queria ver resenhado? Então, o mais votado de todos foi a minha nova e linda edição de Alice no País das Maravilhas, ilustrado pela Yayoi Kusama.

Nesse post não vou falar sobre a história, porque tenho certeza que vocês já conhecem e sabem o quanto eu a amo (se ainda não sabe, clique aqui), apenas vou dar detalhes da edição e falar um pouco sobre o trabalho da ilustradora. 

Yayoi kusama


Yayoi Kusama nasceu em Matsumoto, no Japão, em 1929. Ela é considerada uma das maiores artistas contemporâneas japonesas. Desde nova, foi diagnosticada com esquizofrenia e TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), doenças que a fazem ter uma percepção diferente da realidade, alucinações e uma obsessão por bolinhas e padrões.

Aos 27 anos, se mudou para os Estados Unidos. Após atingir notoriedade com eventos de arte inovadores, Kusama retornou ao país de origem. Lá se internou numa clínica psiquiátrica por vontade própria, mas continua utilizando seu apartamento de ateliê.

Algumas pessoas devem conhecer seu trabalho graças a uma exposição famosa aqui no Brasil: Obsessão Infinita


Aventuras de alice no país das maravilhas



A edição é maravilhosa. Cheia de pontos e ilustrações únicas, em capa dura e de tecido, além das folhas levemente amareladas, nos faz ter um pouco das bolinhas da autora em casa. ❤ Enquanto fotografava algumas páginas, me senti tentada a fotografar todas, porque cada uma tem algo diferente.



Em algumas páginas temos frases em fontes maiores e "interativas". Por exemplo: repararam que na foto acima as palavras vão encolhendo até ficarem bem pequenininhas? Isso nos faz ter a mesma sensação que Alice sentiu ao tomar a poção encolhedora.



Apesar de ser bem simples, essa é uma das minhas páginas preferidas. 



Conseguem identificar meu cogumelo na foto, hehe? 


Achei simplesmente maravilhoso o cuidado que a editora teve com essa edição. Além de nos proporcionar a viagem louca pelo mundo de Lewis Carrol, nos permite adentrar um pouco a mente de Yayoi Kusama, que fez um trabalho incrível!





MARAVILHoso e tão feliz


Minha pequena, mas muito amada, coleção de livros do País das Maravilhas. Claro que, se eu for contar os da série O Lado Mais Sombrio, vou ter sete livros. Essa edição azul do meio também é nova e, se vocês quiserem, posso resenha-la também. Já fiz um post cheio de fotos sobre essa Edição de Bolso de Luxo da Zahar (meu eterno xodó <3).




Minhas pequenas poções que vocês podem aprender fazer aqui ou aqui (mesmo eu não tendo revelado o ingrediente secreto que só eu uso nelas).




Editora: Globo Livros | ISBN: 978-85-250-5587-3 | Tradução: Vanessa Batista | Páginas: 181

O que acharam dessa edição? Gostaram? Alguém se interessou em comprá-la? Quem aí já conhecia o trabalho da Yayoi Kusama?

Isso é tudo, pessoal!

Somos todos loucos aqui

14 janeiro, 2017

Sobre ainda estar vivo

And I never minded being on my own
Then something broke in me and I wanted to go home
A verdade é que todo mundo tem motivos para rir e para chorar. O que difere as pessoas é a forma como cada um encara essas situações.

Infelizmente, algumas pessoas sofrem de um problema chamado ansiedade. Não adianta pedir para um ansioso se acalmar, dizer que tudo vai acabar bem, nem tentar fazê-lo ver o quanto está fazendo um bom trabalho. 

Não tenho medo de escuro, e estou conseguindo lidar com as mariposas e borboletas, mas crises de ansiedade é algo que eu tenho muito medo. Por isso eu sempre estou me ocupando, respirando fundo e com fones de ouvido. Isso me ajuda. Mas, nos últimos dias, aquelas tristezas, inseguranças e nervosismos que eu tento ignorar me pegaram.

Que falta de respeito! Ficar triste assim logo na primeira semana do ano? Coloca um sorriso no rosto. O que está acontecendo? Quanta bobagem! Porque você está chorando assim? Big girls don't cry.

Não vou dar detalhes, isso é  pessoal. Eu mesma e eu. Se eu contasse tim-tim por tim-tim, me obrigaria a deixar esse post no modo privado, e eu não quero isso. Só vou dizer que tudo o que aconteceu fez com que eu me sentisse insatisfeita com muita coisa, nervosa, com dores de cabeça e enjoada (literatante enjoada, a ponto de ter colocado meu almoço pra fora várias vezes). Mas eu tento tirar uma lição de cada situação, por mais horrível que ela seja.

Eu ainda estou viva. Você ainda está vivo. Todos nós estamos vivos. A vida é assim: às vezes tropeço, às vezes a queda. E sempre uma nova oportunidade de levantar e seguir em frente.

Tudo isso para dizer que eu vou fazer o (im)possível para não me afastar de novo... e para mostrar coisas que me fizeram realmente feliz nos últimos dias.


>> voltei a fazer recortes e anotações nos meus cadernos particulares, e percebi o quanto isso me faz bem.



>> recebi a encomenda mais especial com o presente mais especial do mundo ❤



>> descobri que, se existisse uma loja de nuvens, eu e todos os fotógrafos teríamos cartão fidelidade.



>> tomei chá para me acalmar.



>> tirei mini-férias num lugar lindo, andei sozinha por uma gruta e encontrei pequenos chalés no meio da mata.





>> recebi uma visita muito especial ❤
     


>> ganhei uma nova foto para o perfil do blog e do facebook. 



>> tentei perder a vergonha diante de uma câmera.



 >> encontrei a minha frase-mantra que, um dia, vai se tornar uma tatuagem na minha costela.



>> escutei a música mais linda do mundo muitas, muitas e muitas vezes ❤


Isso é tudo, pessoal! Muito obrigada e não desistam de mim (eu ainda não desisti).

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

02 janeiro, 2017

Aceita um chá? #2 The OA

Tirei essa foto há muito tempo, e fiz um post falando sobre ela e mais algumas aqui.
Estou de férias, aproveitando para descansar um pouco antes de começar a distribuir currículos por aí (realmente preciso de um emprego porque me sinto sufocada se não estou fazendo alguma coisa) e esperando o resultado do Enem, inscrições para Fies e afins sair para que eu possa dar um rumo pra minha vida humana.

Mas, enquanto isso não acontece, eu passo meus dias dentro do quarto dormindo, ouvindo música, fotografando, lendo ou assistindo séries. E é justamente sobre uma série que eu vou falar hoje. 

Lembram-se do post que eu fiz há muito tempo onde eu falei sobre The 100? Então, vamos dar continuidade ao "Aceita um Chá?", e hoje vou dar minha opinião super amadora sobre a nova série da netflix, The OA.

The oa


A trama gira em torno da jovem Prairie Jonhnson, que retorna para sua cidade sete anos após desaparecer misteriosamente - porém, há um detalhe ainda mais bizarro: Prairie era cega quando desapareceu, e agora consegue ver. Há indícios de que Prairie se lembra do que aconteceu, mas se recusa a falar de seus sete anos desaparecida com a polícia ou com sua família.

Trailer



Resenha


Assim que eu bati os olhos no pôster de apresentação da série já imaginei algo relacionado a alienígenas e uma história cheia de ficção científica, e depois eu fui percebendo que não era exatamente isso. Apesar de ser sim uma série de ficção, tem muitos pontos e detalhes ligados ao mundo espiritual e a vida após a morte.

Não sei se fui a única, mas várias cenas me remeteram ao espiritismo, que é uma religião da qual eu posso me considerar íntima e entendedora básica. Eu gosto de acreditar que alguma coisa acontece depois que morremos, e que existem pessoas mais sensíveis com esses assuntos, e a Prairie é uma delas.

É uma história que faz vocês pensar, com episódios que te fazem querer assistir ao próximo episódio, e com um final intrigante e que poderia ter sido brilhante, mas que, pra mim, deixou várias pontas soltas e que podem ser resolvidas numa próxima temporada. Eu mesma formei várias teorias na minha cabeça e que, confesso, me deixaram exausta, porque eu tentava encaixar uma ponta com a outra... mas prefiro guardá-las só pra mim.

Não posso falar muito para que o post não fiquei cheio de spoilers, mas essa série é diferente de todas que eu já vi e que vai te fazer não largar o celular, computador, tablet, televisão, o que seja! Eu diria que eu gostei bastante da série, mas não chegou a entrar para o patamar de favorita, assim como foi com Stranger Things.


Quanto a questão fotográfica da série, não foi algo que eu gostei, mas também não detestei. Fiquei indiferente porque, mesmo os diretores de imagem tendo feito um trabalho muito bonito, a maioria das cenas se passa em lugares com o tom frio e "azulado", e isso não me agrada tanto quanto as séries e filmes com fotografia mais aquecida.

Já a trilha sonora foi algo que eu adorei. É muito relaxante!


Eu não me arrependo de ter ficado o dia todo (e boa parte da madrugada) assistindo a The OA. Gostaria muito de saber o que vocês acharam da série, se alguém ficou curioso e se gostaram da indicação ❤ Ah, recentemente eu também terminei de ver 3% (o nome da série é assim mesmo: 3 por cento). Vocês gostariam de ver resenha aqui no blog?

Isso é tudo, pessoal!

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