Uma Dobra no Tempo (Madeline L'Engle)



O pai de Meg e Charles Wallace, o dr. Murry, um exímio físico, está desaparecido há dois anos. Eles não sabem como nem quando ele vai voltar (porque ele vai voltar!), só sabem que seu estranho sumiço está relacionado aos experimentos que costumava fazer.

As coisas começam a se desenrolar e a fazer mais sentido (ou a ficarem ainda mais confusas) quando a excêntrica Sra. Quequeé aparece na porta de sua casa numa noite chuvosa não falando coisa com coisa sobre um tal de tesserato. As duas crianças, juntamente com o novo amigo Calvin O’Keefe, começam a explorar a casa da Sra. Quequeé e acabam conhecendo outras duas criaturas extremamente peculiares: A Sra. Quem e a Sra. Qual. Juntos, eles partem numa aventura viajando por meio de dobras temporais a procura do dr. Murry e acabam descobrindo algo muito maior do que a existência de viagens no tempo e universos além do que é conhecido.

Adicionar mais informações à premissa trasnformaria esse post num grande spoiler, então vou logo começar a falar dessa história encantadora publicada pela DarkSide Books no formato de uma HQ linda, brilhante (literalmente) e excepcional.


Assim que esse lançamento foi anunciado, fiquei extasiada para tê-lo em mãos. Viagem no tempo é um dos meus temas favoritos, e é algo que eu acredito ser possível, pois nós estamos viajando no tempo a cada dia de nossas vidas. Existem tantas coisas extraordinárias e inexploradas no mundo, que seria quase um sacrilégio não existirem histórias fantásticas como essa escrita por Madeline L'Engle.

Com ilustrações lindas e uma narrativa simples e singela, Hope Larson conseguiu a adaptar de maneira incrível o clássico de mais de 50 anos que é Uma Dobra no Tempo. Uma aventura cheia de ficção científica narrada pelo ponto de vista de uma criança que, além de embarcar nessa jornada para resgatar o pai, descobre coisas importantes sobre si mesma.

Uma Dobra no Tempo é sobre amor e inocência, e o quanto essas duas coisinhas, embora pareçam tão insignificantes para uns, são capazes de mudar o mundo, salvar vidas e derrotar tudo de ruim que existe!
Não olhamos para as coisas que você chama de visíveis, mas para as coisas que não se vê. As coisas que são visíveis são temporais. As coisas que não são vistas são eternas.

É um livro que eu adoraria ter conhecido quando mais nova, assim como foi com Kimberly Bradley, autora dos livros A Guerra que Salvou a Minha Vida e A Guerra que me Ensinou a Viver.  Tenho certeza que ele será capaz de encantar todas as idades, seja pelas lições que trás, ou pura e simplesmente pela edição linda que a Caveira trouxe.

A capa e contracapa brilham. As folhas de guarda trazem mais ilustrações que só nos fazem emergir ainda mais nesse universo. As ilustrações são um encanto e com um traço diferente de todos que já vi. O corte de página é num degradê azul e roxo. 

A vontade de fazer dobras temporais para viajar por meio de outros mundos vai prevalecer por vários dias depois dessa leitura! ❤


Algo que acho importante ressaltar é como os três personagens principais têm características únicas. Meg é corajosa e uma presença feminina forte na história, pois, embora ela sinta medo em vários momentos, está disposta a enfrentá-los para salvar aqueles que são importantes para ela. Charles é o amorzinho da história, além de ser muito inteligente e especial para uma criança tão nova. Já o Calvin se torna incrível por não ter necessariamente a obrigação de embarcar nessa viagem, mas o faz para poder ajudar seus novos amigos. Os três são jovens um tanto deslocados e taxados de estranhos, mas encontram um no outro um pequeno porto-seguro!



É assustador e empolgante descobrir que matéria e energia são a mesma coisa, que o tamanho é uma ilusão e que o tempo é uma substância material.

Gostaria de agradecer à DarkSide por ter me agraciado com mais esse lançamento. Nunca tive o costume de ler quadrinhos, mas, depois da experiência maravilhosa que tive com esse, fiquei com vontade de conhecer muitos outros. Espero que continuações nesse mesmo formato sejam feitas futuramente!


Eu acho (só acho) que quero aumentar minha coleção de livros de viagem do tempo da editora *-*


Um motivo a mais para ler esse livro: ele virou filme esse ano, e conta com Oprah Winfrey no elenco! Não tive a oportunidade de vê-lo no cinema, pois, mesmo tendo ficado ansiosa com o trailer, preferi esperar para ler antes a história que o inspirou. Pelo que vi e li até agora, as críticas não foram muitos positivas quanto a ele, mas, felizmente, eu tenho uma tolerância até que bem grande com obras cinematográficas inspiradas em livros. Não vejo a hora de assisti-lo!

Você não tem que entender as coisas para elas existirem.

Espero que tenham gostado da resenha! Quem aí ficou curioso para ler? Quem já leu? Se quiserem ter essa preciosidade só pra vocês não se esqueçam de usar meu link para que eu receba uma pequena comissão :)

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

Mr. Postman: livros e cartinhas que chegaram por aqui


Já faz algum tempinho que não faço um post desses, né? Resolvi deixar para mostrar tudo que chega aqui em casa no final do mês, pois assim fica mais fácil de me organizar com essa categoria. Gostaria muito de ser controlada e só abrir as cartas e as caixas na hora de tirar as fotos, mas, obviamente, isso não acontece hehe. 


A Mulher Entre Nós | Grupo Companhai das Letras: para quem não reparou, o selo de time de leitores de 2018 do da Companhai das Letras está ali ao lado junto dos outros banners. Fiquei tão feliz quando recebei o e-mail com a notícia de que fui selecionada! O primeiro livro que recebei foi A Mulher Entre Nós, um mistério deveras surpreendente. Já encerrei a leitura (foi até bem rápida, por sinal) e logo logo faço resenha aqui no memorialices.

Além do livro, também recebi um "kit de investigadora" com etiquetas de nomes, tachinhas e barbate. Para ver a foto onde tudo aparece clique aqui. Muito obrigada, Companhia das Letras! Foi um aquisição incrível para a minha estante!


Uma Dobra no Tempo | DarkSide Books: todos já devem saber que a Caveira é quase a patrocinadora oficial das resenhas aqui do blog, e volta e meia eles me fazem surpresas com pacotinhos maravilhosos. Fiquei radiante quando me avisaram que eu receberia a graphic novel Uma Dobra no Tempo. Desde que o lançamento foi anunciado eu me vi encantada pela capa, além da história tratar de um tema que eu amo de todo coração. Não costumo ler histórias em quadrinhos, mas esse livro me deixou com vontade ler muitos outros. É mais um que está na fila das resenhas por aqui.

DarkSide, sua linda, eu vivo agradecendo por meio de mensagens, mas não posso de deixar novamente meu muito obrigada por apoiarem esse projeto que o blog e por fazerem de mim uma leitora imensamente feliz :)



Estou muito animada com a faculdade mesmo que, obviamente, existam os momentos em que as reclamações são inevitáveis (quem nunca?). De toda forma, vocês podem acompanhar um pouco da minha vidinha de acadêmica de psicologia nos posts da categoria o diário de uma quase psicóloga. Esses dois livros da foto foram comprados por preços ótimos e pensando exclusivamente na faculdade.

Tudo o que você precisa saber sobre Psicologia | Editora Gente: ainda mal comecei a ler, mas logo percebi que parece ser um livro bem introdutório e que serve para todos que gostam de psicologia, independente de ser universitários do curso ou apenas curiosos. Uma coisinha que me incomodou um pouco foram as páginas brancas, mas pelo conteúdo eu releve esse detalhe.

O essencial da Psicologia | Aeroplano Editora: mesmo esse box não sendo aqueles incríveis de capa dura e tudo mais, o preço estava excelente (na verdade, ainda está!) e, para alguém como eu que está no primeiro semestre pode vir a calhar. Ele conta com três livros: um tratando de Carl Gustav Jung, um de Freud, e outro sobre psicologia aplicada ao cotidiano. São livros fininhos e, ressaltando, introdutórios (afinal a obra de Freud deve tem centenas de livros haha).


Isabelsse Felício | Literabujo: a Isa se tornou umas das minhas amigas de outro planeta no ano passado. Desde o Halloween a gente tem se correspondido, e eu sempre fico encantada pelo cuidade que el sempre tem com tudo que vem na carta. Um dia ainda quero ter tanta destreza na hora de criar um bullet jounal ou composições com adesivos (falando em adesivos, esse da foto com meu feitiço favorito é tão fofo *-*).

Isa, espero que goste da cartinha que preparei para você e que possamos nos corresponder por muito mais tempo. Como precisamos recorrer a serviços trouxas de correio, fico com medo de a carta acabar se perdendo ou chegando toda amassada!


Thayline | Simplesmente Criativa: a Thay é mais uma das minhas correspondentes mais antigas, e eu amo trocar experiências com ela por meio de cartas. Até evito conversar por mensagem para ter bastante assunto na hora de escrever no papel haha. Na foto acima mostra algumas coisinhas que ela me mandou (até porque não ia ser muito legal eu postar foto da carta, né?). Dei um gritinho de alegria quando vi esse marcador autografado, pois já é o segundo que entra na minha coleção!

Foi isso que chegou por aqui nos últimos tempos. Alguém aí também fica feliz quando recebei visitas inesperadas no carteiro? Quem aí gostaria de trocar cartas? Se quiser receber uma cartinha minha é só me mandar um e-mail (contatomemorialices@gmail.com) que a gente acerta tudo por lá ;) 

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

o diário de uma quase psicóloga #2


Achei que seria legal contar como foi que decidi que realmente queria cursar psicologia. Embora esse curso sempre estivesse na minha cabeça, houve um momento bem crucial para a decisão fosse tomada, e ele está relacionado ao meu filmes favorito da vida inteira: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Esse filme se tornou muito importante desde a primeira vez que eu assisti, em 2015. Algumas pessoas já me compararam com a Amélie, e eu fico radiante toda vez que recebo esse elogio. Pra quem não conhece o filme, conta a história de Amélie Poulain e como ela viu sua vida ser transformada após começar a ajudar as pessoas de uma maneira bem peculiar.

Para contar a relação entre essa obra prima do cinema e o meu curso atual, vou falar de uma das pessoas que a Amélie decide ajudar: seu pai. Ele é um homem muito solitário e neurótico, e desde que sua esposa morreu vive dentro de casa e se dedica a cuidar de um anão de jardim. Para tentar expandir os horizontes do homem, Amélie vai até a casa dele na calada da noite e pega o famigerado anão de jardim. Isso, bom... acaba lhe rendendo uma noite na estação de trem, mas ela consegue alcançar seu objetivo.

O anão de jardim é entregue a uma amiga sua que é aeromoça. Ela começa a tirar fotos do anão em todos os lugares por onde passa e as envia para o pai de Amélie. O filme é cheio dessas pequenas situações inusitadas e inspiradoras, e isso só o torna mais mágico.

Bom, mas o que realmente me inspirou a fazer psicologia naquele momento em que eu estava perdida, sem saber o que fazer com a minha vida, foi a frase "melhor cuidar dos outros que de um anão de jardim". Ela é dita pela Amélie ao Homem de Vidro, um vizinho que é chamado assim por ter ossos frágeis que podem quebrar com um simples aperto de mão. Mesmo que o filme inteiro tenha me inspirado de certa forma, essa frase me fez perceber o quanto eu estava cuidados de coisas não vivas e me esquecendo do mundo, das pessoas ao meu redor. Mesmo que em número limitado, existem pessoas na minha vida que eu me sacrificaria e ajudaria sem pensar duas vezes, e me fechar na minha bolha não estava me fazendo bem.

Naquela época eu tinha acabado de sair de faculdade. Me afastei do mundo inteiro. Embora ainda existam momentos em que eu quero (e preciso!) ficar sozinha, me fechar completamente não me fez bem e acabou ocasionando em coisas que não são o foco desse post. A questão é que eu estava perdendo as perspectivas que eu tinha traçado para a minha vida, pois, além de não cuidar das pessoas, não estava cuidando de mim. Um anão de jardim estava dando a volta ao mundo, e eu parada no meu mundinho.

Só sei que, depois de assistir esse filme no mínimo umas duas vezes, eu comecei a tomar atitude. Mesmo que ainda não consiga fazer como o pai da Amélie (arrumar minhas malas e seguir para o aeroporto), fiz pequenas coisas que me ajudaram a traçar o caminho que estou seguindo hoje: fui até a faculdade, fiz a matrícula, estou amando meu curso e conheci pessoas incríveis e que me ajudam muito a cada dia, mesmo quando estamos nos dias ruins.

Espero que, daqui uns anos, eu consiga dar a volta ao mundo, quem sabe com um anão de jardim como acompanhante, mas, por enquanto, estou exatamente onde deveria estar. A vida é simples e clara.

L, ❤