25 julho, 2017

Tag das aleatoriedades


Já fazia um tempo que esse post, feito pela Milena do blog Mis in wonderland, (leia-se: nome mais fofinho!) estava salvo nos meus favoritos, pois eu gostei muito dele. Nele, ela responde uma "tag" que ninguém sabe exatamente o nome, e como a achei bem divertida e aleatória, decidi responde-la, pois o Memorialices é um lugar bem aleatório, hehe :) 

Ah, antes de começar quero só ressaltar essa foto no topo, que foi encontrada totalmente sem querer aqui no meu computador. Eu nem me lembrava dela, mas agora percebi que gosto muito!
Eu sou muito ansiosa e insegura, a um ponto bem preocupante e que me atrapalha em diversas situações. 
Eu não suporto comentários machistas, homofóbicos, racistas e/ou preconceituosos!
Eu nunca fiquei uma noite sequer sem ter algum sonho, e a maioria deles é bem bizarro.
Eu já peguei fotos 3x4 do "achados e perdidos" do terminal de ônibus. (Não estou aberta a julgamentos, obrigada!)
Quando criança eu acreditava veemente que o Professor Xavier ia vir me buscar e me levar para o Instituto Xavier (ainda espero por isso). 
♡ Neste exato momento estou escutando a música "Samellest Light", da Ingrid Michaelson e pensando no filme O Espaço Entre Nós.  
Eu morro de medo de ter ataques de ansiedade em público e de baratas.
Eu sempre gostei de imaginar que existem outros mundo/universos/realidades... desde que eu era pequena! Isso se intensificou depois que li a trilogia "Fronteiras do Universo".
Se eu pudesse seria astronauta e/ou exploradora. Esses são dois sonhos não realizados. Lembro-me de quando uma professora em disse que eu não poderia ser astronauta (me deem motivos para isso não poder acontecer {?}) ou exploradora (para este ela usou o argumento de que tudo já foi descoberto) O.o
Fico feliz quando compro livros, termino leituras, escuto músicas e coloco cartinhas no correio. 
Se pudesse voltar no tempo teria dito algumas coisas que eu devia ter dito. 
Adoro assistir filmes de terror e romances ~água com açúcar. Sei que são duas coisas bem diferentes, mas eu sou bem eclética. Ah, se tiver um pouco de fantasia, eu não vou reclamar.
Quero aprender a falar inglês fluentemente e tocar piano. 
Eu preciso parar de criar amigos imaginários, pois isso prejudica minha relação com pessoas reais. 
Não gosto muito de morar no Brasil. Definitivamente eu quero morar por um tempo em outro país (leia-se: morar em Londres e/ou Canadá).
Quem quiser responder, sinta-se à vontade. Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

22 julho, 2017

Embarcando no universo peculiar #OrgulhoPeculiar


E depois que a blogosfera, o YouTube e o booktube inteiro ter falado sobre O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (nisso está incluso apenas o primeiro livro, pois a maioria das pessoas o leu para ver o filme), eu venho por meio deste listar três motivos para você lerem a trilogia inteira!

Esse post estava na minha cabeça há muito tempo, mas eu não me animava a fazer, até que decidi participar do projeto Parcerias Nerds. Nele, a gente vai recebendo temas de posts sobre coisas nerds, e eu achei um ótimo meio de incitar a minha imaginação para produzir mais conteúdo por aqui. Como primeiro tema, temos de listar motivos para ler tal saga, e, pra ser sincera, eu amei, pois tenho tido muita vontade falar muito mais sobre livros aqui :) 

fantasia que ultrapassa os limites 

Para quem não conhece... Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, Abe havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, ele convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível… Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. Até que, aos dezesseis anos, tudo volta à tona para se provar real. Abalado com a morte misteriosa do avô, Jacob decide ir à tal ilha para tentar entender as últimas palavras de Abe: “Encontre a ave. Na fenda. Do outro lado do túmulo do velho.” 
Ele encontra o casarão em ruínas, mas, ao passar por um túnel subterrâneo, Jacob se vê em outra época, décadas atrás: em 3 setembro de 1940. Naquele lugar protegido no tempo, ele conhece crianças com habilidades peculiares e encontra as respostas para todas as suas perguntas. Mas o fascínio inicial logo se transforma em uma luta pela sobrevivência e para salvar a vida de seus novos amigos. 
Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao “lar da srta. Peregrine para crianças peculiares”, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

Muita gente diz que esse livro é uma mistura de Harry Potter com X-Men. A fantasia já começa quando as crianças com habilidades especiais aparecem, mas não para por aí. A leitura é daquelas que faz a nossa mente viajar e imaginar além do limite, pois as coisas fantásticas só tendem a crescer ao longo da história. É notória a evolução na escrita do Ransom Riggs, e em como ele vai tornando tudo cada vez mais visual a cada capítulo, e eu não digo isso apenas pelas fotografias, mesmo elas tendo um papel importante para  a construção peculiar de tudo. 

Viagens no tempo, mulheres se transformando em aves e manipulando o tempo, monstros... tudo isso e muito mais foi o que me fez me apaixonar por essa trilogia e colocá-la no patamar de "livros pra vida toda". (Não estou brincando! Eu já os reli três vezes!)



REFERÊNCIAS fotográficas incríveis


Eu sempre fui apaixonada por fotografia. Quando eu era pequenininha meu pai me deixava brincar com a câmera de filme dele, e eu fica encantada, não só com as fotos prontas, mas também com os negativos e com aqueles "defeitinhos" que sempre ficavam nas fotos que eu tirava. Infelizmente, não tenho mais essa câmera (ela se perdeu na mudança), mas guardo todas as fotos dela numa caixa de sapatos.

Decidi tornar esse um motivo para a leituras desses livros, pois eu, como apreciadora do movimento pictorialista e apaixonada por fotografia, me inspiro muito no estilo peculiar das que aparecem no livro, seja na hora de editar ou fotografar!

Depois que eu li a série da Srta. Peregrine, tomei coragem de fazer algo que eu sempre quis fazer: colecionar fotos antigas, mas não apenas fotos antigas; fotos muitos antigas ♡ Por onde eu comecei? Ah, sim, pela casa da minha avó. Ela foi extremamente incrível em me presentear com algumas do casamento dela. Depois eu fui reunindo muitas outras...


umas das mais antigas que tenho é essa, e ela me remeteu demais a uma das fotografia que aparecem no segundo livro!



Aproveitando que estamos falando sobre fotografia, essa edições hardcover (capa dura + jacket) são verdadeiras preciosidades, algumas das mais lindas que tenho. Pra vocês terem uma ideia, quando alguém pede para ver meus livros eu já deixo bem claro que "esses não!". Não gosto que ninguém mexa, não gosto de tirá-los de dentro de casa! Ah, e eles também são objetos maravilhosos para fotografia *-*



orgulho de ser peculiar


Pode soar piegas demais isso, mas, durante todas as peripécias que as crianças peculiares passam, elas acabam descobrindo que ser peculiar não é algo ruim, mas sim uma dádiva! O próprio Jacob, a princípio, reluta em aceitar que tem algo a mais nele, mas depois se orgulha de ser peculiar. #OrgulhoPeculiar
"Sempre soube que era estranho. Nunca sonhei que fosse peculiar."
Será que não dá pra trazer essa lição para a "nossa" realidade? Quantas vezes eu escutei "você é estranha", "que esquisito", "para com essas maluquices", e isso tudo acabou gerando em mim muitos complexos. Por um tempo eu até me escondi, mas... para quê? Qual o problema em eu aceitar que não sou igual a todo mundo, e que ninguém é igual a ninguém? As pessoas são diferentes, cada um tem a sua própria peculiaridade, e a graça de tudo está nisso. 

Tudo bem que a maioria das pessoas não consegue manipular o tempo, nem flutuar, ou fazer fogo com as mãos, mas vocês me entenderam, haha!



Extra: um filme de tim burton


E pode vir a Rainha discutir esse filme que eu irei defendê-lo até o fim! Assim que ele foi lançado eu fui assistir e eu amei. Lembro que, na época, comentei em uma dos vídeos promocionais do facebook que tinha amado o filme e os livros. Recebi uma resposta bem grossa de um ser humano se sentindo ~afetado~ pelo meu comentário, pois "o filme estava horrível e o Tim Burton fracassou miseravelmente" (coloquem essa afirmação em termos mais feios, hehe).

Eu, particularmente, não liguei para comentários extremamente ofensivos dirigidos ao filme e ao Tim Burton, pois quem se limita a achar que ADAPTAÇÕES tem de ser iguais ao livro provavelmente não foi feito para assistir esses filmes que são INSPIRADOS em livros. Vi muitos pseudo críticos digitais falando horrores por audiência, e colocando a culpa de "o filme ter ficado uma porcaria" toda no Tim Burton, como se o diretor fosse o grande responsável por tudo numa produção.

Você tem o direito de não ter gostado do filme, mas pense no quão bom foi ver esses livros incríveis ganhando tanta repercussão graças ao filme. Eu acompanhei toda a divulgação, e o próprio autor parecia muito feliz por ver o nome de um dos seus livros no cinema. Eu também fiquei feliz, vocês também não deveriam ficar? :) 


Essa foi a minha indicação para o Parcerias Nerds. Leia os livros, assista o filme e seja peculiar ♡ Ah, quem tiver interesse nos livros, por favor, compre usando meu link de afiliada da Amazon para que eu receba uma pequena comissão!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUI

17 julho, 2017

Minha Vida Fora dos Trilhos (Clare Vanderpool)


E não é que eu voltei com mais uma resenha de um livro da DarkSide Books? A Caveirinha, além de ser a editora parceria aqui do blog, também é patrocinadora da maioria das resenhas que tem por aqui... mas, calma, vai ter resenha de outros livros que não os da editora, haha. Inclusive, estou com as fotos de uma resenha prontas, só preciso escrever :) 

Voltando ao assunto do post, eu não podia não falar desse livro, pois foi um lançamento DarkLove que me deixou com uma sensação tão gostosa assim que fechei a última página...

Minha vida fora dos trilhos

A protagonista de Minha Vida Fora dos Trilhos, Abilene Tucker, tem apenas 12 anos, mas é corajosa e impetuosa o suficiente para encontrar aventuras na pequena cidade de Manifest, Kansas, um fim de mundo para onde seu pai a enviou de trem a fim de passar o verão sob a tutela de um velho conhecido enquanto ele trabalha em uma ferrovia. 
O que parecia ser o período mais solitário e entediante de sua vida ganha um novo e surpreendente rumo quando Abilene encontra uma velha caixa de charutos com cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Aos olhos curiosos da menina, a caixa se torna uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade. A partir de então, o livro se divide em duas narrativas cronológicas: passado e presente se misturam, daquela maneira mágica que só um bom livro consegue contar. (Compre aqui!)
 
Manifest: uma cidade com um passado... É aí que a história de Abilene, ela que não estava nada animada para passar o verão em Manifest, começa. Logo no começo conseguimos perceber sua personalidade corajosa, mas ao mesmo tempo fragilizada por não saber o real motivo que levou o pai a mandá-la para lá. Sem querer, ela encontra uma caixa de charutos cheia tesouros que pertenceram a dois jovens do passado. Com a ajuda de duas novas amigas, Lettie e Ruthanne, ela tenta desvendar os mistérios que aquela caixa guarda enquanto tenta lidar com seu próprio conflito interno.

"[...] o que a mulher húngara disse os fez reconhecer de repente algo especial uns nos outros. Eles tinham o mesmo sangue. Sangue de imigrante."
Vamos partir do princípio de que eu tenho a minha própria caixinha de tesouros e mistérios, e ela fica bem guardadinha. Assim que li a sinopse eu já fiquei encantada com a ideia de desbravar o interior do Kansas nos anos 30 e descobrir seus segredos, e foi exatamente com essa vontade que fiquei: quero embarcar num trem, parar numa cidade pequena, fazer amizade com todos que ali vivem e me descobrir! Porque, sim, a nossa protagonista a caba por se descobrir em meio a tudo. 

Uma das lições mais bonitas que absorvi do livro foi a de que "casa" não é um lugar, mas sim um sentimento. Nossa casa é onde e com quem nos sentimos bem e protegidos 

Como é dito na sinopse, tem essa alternância entre passado e futuro, mas não é algo cansativo, pois a gente acaba por se interessar pelas duas histórias. Também é possível ver vários momentos históricos em ambos os casos, como a Primeira Guerra Mundial, gripe espanhola, preconceito com os imigrantes e, finalmente, a Grande Depressão.

Com uma narrativa leve e divertida que envolve personagens cativantes (eu me apaixonei pelo Jinx e pelo Ned), histórias contadas por uma vidente, um espião secreto, suplementos de jornais e cartas enviadas diretamente das trincheiras, um mistérios é formado e ele nos incita a descobrir onde vai parar... e, ao longo do livro, percebemos que tudo vai se encaixando perfeitamente. Consequentemente, eu acabei desejando estar naquele ambiente, conhecer todas aquelas figuras tão características, ler esse universo pra sempre!

Enfim, eu amei de paixão esse livro, tanto que terminei ele com lágrimas brotando nos meus olhos :')

pra morrer de amores


Como se já não fosse o suficiente uma história que nos faz morrer de amores, a edição é uma verdadeira obra prima. A capa pode até seguir um padrão ~clichê~ para alguns, mas eu amo esse amadeirado dando a impressão de que tem selos colados, além de que, combina perfeitamente com toda a atmosfera da história.

A capa é dura (nunca vou me cansar de venerar a DarkSide por só fazer edições em capa dura) e conta com uma folha de guarda criativa e diversos desenhos que tem a ver com a história. As páginas são amarelas e com uma diagramação ótima! 



eu amo folhas de guarda com mapas! 




um pouco das cartas e dos suplementos de jornal que eu citei lá em cima *-*


clare vanderpool


Clare Vanderpool cresceu lendo livros em lugares incomuns: vestiários, banheiro, andando pela calçada (às vezes, dando com a cara em postes), igreja, aula de matemática. Ela desconfia que alguns professores sabiam que ela escondia um livro atrás do livro da escola, mas os bons nunca falaram nada. Clare foi a primeira autora estreante a receber o cobiçado prêmio John Newbery Medal de mais distinta contribuição para a literatura infantil norte-americana, da American Library Association, por Minha Vida Fora dos Trilhos. Seu segundo romance, Em Algum Lugar nas Estrelas , foi eleito um dos Printz Honor Books em 2014. Clare mora em Wichita, Kansas, com o marido e os quatro filhos do casal. (+)


Preciso de pessoas para falar sobre esse romance, então fiquem à vontade para discursar sobre ele (ou sobre a vontade de lê-lo) comentários.

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

SOMOS TODOS LOUCOS AQUi